Kunyaza: conheça a tradição secreta do prazer sexual feminino

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Kunyaza: conheça a tradição secreta do prazer sexual feminino

Técnica africana chamada Kunyaza promete fazer a mulher ejacular

 

Ilustração: Carlo Giovani

 

Os mistérios que rondam o prazer feminino parecem infinitamente indecifráveis. Do ponto G à ejaculação feminina, as sociedades vão tentando desvendar os mecanismos que levam as mulheres ao orgasmo. Ou melhor, aos orgasmos. E a mais nova moda que veio da África é chamada Kunyaza.

Segundo artigo publicado no jornal Jeune Afrique, o nome vem de um dialeto falado em Ruanda. Ao pé da letra, kunyaza quer dizer “fazer urinar”, mas a conotação tribal do nome desta prática significa “água sagrada”.

 

Kunyaza e a lenda da rainha insatisfeita

 

Segundo uma lenda do povo Rundi, proveniente de Ruanda, na África Oriental, uma vez a rainha daquela região estava sofrendo muito com as frequentes ausências do marido, em função das guerras. O rei não acatou seus apelos de promover a paz, e partiu mais uma vez para a batalha.

Sozinha e cheia de desejo, a monarca decidiu ordenar a um vassalo que fosse até seu leito real proporcionar-lhe prazer. O fiel serviçal estava apavorado com as possíveis consequências caso o rei descobrisse, mas não podia desobedecer a uma ordem da rainha.

O pobre homem tremia tanto, que ao levar seu pênis com as mãos para penetrar a rainha, o movimento do tremor acabou provocando um orgasmo na soberana. A estimulação do clitóris foi tamanha, a ponto de fazer a rainha encharcar o colchão com uma lubrificação intensa. E assim nascia a história da técnica do Kunyaza.

 

 

Movimentos rápidos provocam a ejaculação feminina

 

A técnica do kunyaza não é tão fácil de fazer. Pênis, dedo ou língua precisam fazer uma rotação numa velocidade pouco apta à capacidade humana. Para se ter uma ideia da intensidade do movimento, basta imaginar o pênis ereto movimentando-se na mesma velocidade que um vibrador.

Como mostra o documentário L’Eau Sacrée (Água Sagrada numa tradução literal para o português), do cineasta belga Olivier Jourdain, numa região dos Grandes Lagos de Ruanda, o povo Rundi ainda mantém – e difunde – esta tradição.

O movimento é como se o pênis, dedo ou língua ficasse unindo dois pontos imaginários entre os grandes lábios, passando pelo clitóris. A fricção no órgão mais sensível da vagina levaria a um prazer sem precedentes e uma lubrificação intensa da mulher.

A quantidade de líquido expelido da vagina é tanta que parece que a mulher fez xixi. Mas trata-se apenas da chamada ejaculação feminina, provocada pelo intenso prazer proporcionado pela técnica do Kunyaza.

 

 

O que aprender com tudo isso

 

Apesar de possuir um ritual e forma diferente de excitação feminina, o Kunyaza pode ensinar muitas lições para nós que não temos contato a cultura africana.

 

  • Preocupação maior em estimular o órgão sexual feminino;
  • A penetração não é único objetivo da transa; – Explorar mais as zonas erógenas da genitália; – Conhecer o clitóris como todo (e não só a parte que sai para fora);
  • Explorar a sensibilidade do canal vagina (e suas paredes);
  • A importância em dedicar um tempo maior para as preliminares;
  • Ter a possibilidade de estimular a ejaculação feminina.

 

 

Fonte: Manual do Homem Moderno e A revista da Mulher

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