Por que pessoas felizes traem?

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Por que pessoas felizes traem?

Afinal, por que as pessoas felizes traem?

 

Quando pensamos em infidelidade, logo vem a nossa cabeça que o casal estava passando por uma crise, que o homem ou a mulher (ou ambos) estavam infelizes, com vários problemas e isso levou a uma traição. Eu sinto lhe dizer, mas nem sempre isso ocorre. Já vi casais felizes, sem nenhum problema, aparentemente apaixonados, que simplesmente traem. Infelizmente, pode acontecer com qualquer pessoa, sem nenhum aviso. Um bom casamento não é garantia de felicidade. Afinal, por que as pessoas felizes traem?

 

Imagine a situação: um casal tem um relacionamento maravilhoso. Ótimos filhos, sem problemas financeiros, carreiras que amam, excelentes amigos. A mulher é um fenômeno no trabalho, uma boa amante, se dá bem com os sogros. A vida é ótima! No entanto, o marido está tendo um caso. A amante nem é uma pessoa que ele namoraria normalmente, é completamente o oposto das mulheres que ele sempre admirou.  No entanto, ele continua com o caso, mesmo correndo o risco de arruinar tudo o que construiu. Isso acontece mais do que você imagina…

 

A traição

 

Poucos eventos podem ser tão destrutivos para um casal como a traição, exceto uma doença ou morte. A infidelidade não é apenas uma violação da confiança, é a destruição do relacionamento romântico e perfeito. É um choque que nos faz questionar nosso passado, nosso futuro e até mesmo nossa própria identidade.

A traição dói. Dói muito. O dano que a infidelidade causa ao parceiro prejudicado é um dos lados da história. Pouca atenção é dada aos significados e motivos da traição e o que podemos aprender com eles. Por mais estranho que possa parecer, os motivos têm muito para nos ensinar sobre o casamento — o que esperamos, o que pensamos que queremos e o que sentimos após a infidelidade.

 

Por que as pessoas felizes traem?

 

A infidelidade ocorre em relacionamentos bons e ruins. Isso acontece mesmo em relações abertas, onde o sexo fora da relação é cuidadosamente negociado de antemão. A liberdade de sair ou divorciar não acabou com a traição. Então, por que as pessoas traem? Por que as pessoas felizes traem?

 

Nem sempre há motivos

 

A infidelidade nem sempre está relacionada à problemas conjugais. Sim, em muitas ocasiões, um caso compensa uma falta ou cria uma fuga. Falta prolongada de sexo, solidão, brigas, rotina… Muitos adúlteros são motivados por todos esses problemas. Há também os reincidentes, os narcisistas que enganam simplesmente porque podem.

No entanto, há situações que desafiam até mesmo os terapeutas. Pessoas que dizem: “Eu amo minha esposa / meu marido. Somos melhores amigos e felizes juntos”, e depois acrescentam: “mas estou tendo um caso “.

Muitos desses indivíduos eram fiéis por anos, às vezes décadas. Eles parecem estar bem equilibrados, maduros, carinhosos e profundamente investidos em seu relacionamento. No entanto, um dia, eles cruzaram uma linha que nunca imaginaram que cruzariam. Por que?

 

Pode transformar uma pessoa

 

Uma das verdades mais desconfortáveis ​​é que, o que é traição para um, pode ser transformador para o outro. As aventuras extra-conjugais são dolorosas e desestabilizadoras, mas também podem ser liberadoras e capacitadoras. Compreender os dois lados é crucial para um casal independente; se ele escolhe acabar com o relacionamento ou pretende permanecer juntos, para reconstruir a relação.

 

Pode não ser sobre você

 

Uma traição pode ser uma forma de auto descoberta, uma busca por uma nova identidade (ou uma identidade perdida). Para essas pessoas, a infidelidade não ocorre por problemas no relacionamento, mas sim, provavelmente, por uma experiência que envolva crescimento, exploração e transformação.

Vocês devem estar pensando agora: “Traição é traição, independente de qual motivo. É cruel, é egoísta, é desonesto e é abusivo.” Na verdade, para quem foi traído, pode ser tudo isso. A traição é um ataque direto no lugar mais vulnerável. Porém, e se a traição não tiver nada a ver com você

 

Procurando uma nova identidade?

 

Às vezes, quando alguém trai, ela não está se afastando do parceiro, mas da pessoa que ela se tornou. Ela não está procurando outro amante, mas sim uma nova versão de si mesma. Muitas vezes, o mais intoxicante em um caso não é um novo parceiro, é um novo eu.

Um homem que é bom pai, filho e marido, que sempre cumpriu com todas as obrigações e que tem um casamento feliz, pode se perguntar: se eu não fosse perfeito, eles ainda me amariam? Talvez ele começa a se perguntar como é a vida para aqueles que não são tão “bons”. Eles são mais solitários? Mais livres? Eles se divertem mais?

A traição também pode ser  desencadeada por uma crise de meia-idade, uma saudade de uma juventude que não foi aproveitada. Os filhos se tornam adolescentes e curtindo uma liberdade que a pessoa nunca conheceu. Ela fica orgulhosa e, ao mesmo tempo, invejosa. À medida que se aproxima a meia-idade, ela está tendo sua própria rebelião adulta tardia.

 

Traição x Utopia

 

Para algumas pessoas, um caso traz um mundo de possibilidades — uma realidade alternativa na qual elas podem se reimaginar e se reinventar. As histórias de amor proibidas são ilusórias por natureza, especialmente se comparadas com as obrigações de um relacionamento real. A excitação do proibido, a falta de responsabilidades, tudo isso pode ser irresistível para alguns. Muitos escolhem amantes que nunca se tornarão um parceiro para a vida.

Poucos desses casos resistem à descoberta. Geralmente, pensamos que um relacionamento pelo qual alguém tanto se arriscaria, sobreviveria quando viesse à tona. No entanto, quando a proibição não existe, quando o divórcio chega, quando o caso excitante se torna comum, o que sobra? Alguns ficam juntos, mas muitos outros não. A maioria dos casos termina, mesmo que o casamento termine também. Por mais autênticos que sejam os sentimentos entre os amantes, o caso não passou de uma bela ficção.O caso vive na sombra do casamento. Sem a ilegitimidade,  sem o proibido, o relacionamento com o amante pode continuar atraente?

 

A questão do “SE”

 

As pessoas pensam no que teria acontecido se elas tivessem feitos outras escolhas. Onde elas estariam? Como adultos, muitas vezes nos encontramos confinados pelos caminhos que seguimos na vida. Quando escolhemos um parceiro, nos comprometemos com uma história. No entanto, permanecemos curiosos para sempre: de que outras histórias poderíamos ter feito parte? Os casos oferecem uma visão dessas outras vidas, uma história que poderia ter acontecido. Se você tivesse ficado com aquele namorado de adolescência. Vocês teriam prosseguido com o relacionamento? Você estaria mais feliz? Essas são questões que passam na cabeça de quem trai.

 

A culpa de fazer algo errado

 

As pessoas que traem são como uma contradição ambulante — tristes por seus comportamentos imprudentes e encantadas com as emoções que estão vivendo; atormentadas pelo medo de serem descobertas e incapazes (ou não estão dispostas) de pôr fim ao caso.

Elas sabem que se os parceiros descobrem, serão muito machucados. E por que essas pessoas têm tanta dificuldade de pôr fim às relações extraconjugais? O fato é que elas não têm medo de perder o amante, mas sim o que o caso despertou em si mesmas.

 

Após a descoberta

 

O fato de saber o que motivou a traição não alivia a dor. Por isso mesmo, sempre surge o dilema: o relacionamento suporta a dor da revelação? Poderia continuar depois de uma mentira? Não existe uma resposta certa ou errada. É impossível prever o que as pessoas fazem quando descobrem a infidelidade de um parceiro. Alguns relacionamentos colapsam após a descoberta de uma traição. Outros apresentam uma capacidade surpreendente para se recuperar, mesmo após uma extensa traição. Já vi muitas traições deixarem cicatrizes permanentes. No entanto, já vi casais trabalharem em cima do relacionamento, abrindo novos canais de comunicação.

Depois das traições devastadoras, dizem que tiveram algumas das conversas mais profundas e mais honestas de todo o relacionamento. Vem à tona ressentimentos não falados e anseios não atendidos. O amor é bagunçado; infidelidade mais ainda.

 

Questões que devem ser respondidas

 

A revelação de um caso obriga os casais a lidarem com perguntas inquietantes: o que a fidelidade significa para nós e por que isso é importante? É possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo? Podemos aprender a confiar uns nos outros novamente? Como negociamos o equilíbrio entre nossas necessidades emocionais e nossos desejos eróticos? A paixão tem um prazo de validade? Há coisas que um relacionamento, mesmo um feliz, nunca pode fornecer?

 

Compreender x Tolerar

 

Não condenar não significa tolerar, e há uma enorme diferença entre compreender e justificar. O fato é que talvez as pessoas que foram traídas compreendam melhor porque seus parceiro as enganaram e até mesmo sintam algum alívio ao saber que elas não eram o problema. Entender os porquês da traição não significa que uma pessoa deva perdoar o engano da outra. Após descobrir uma traição, você deve pensar bem para onde vai o seu relacionamento.

 

 

É possível perdoar uma traição

 

Por mais que a traição doa, às vezes é possível perdoar e seguir em frente. Em muitos casos, esse engano se torna pequeno se for comparado com toda uma história. Ele te traiu uma vez, mas sempre esteve ao seu lado nos piores momentos, sempre ajudou sua família, sempre deu o melhor para você e para os seus filhos. Nesses casos, um erro apaga uma vida de acertos?

No entanto, se você perdoar um parceiro que traiu, é provável que haja algumas mudanças no relacionamento. Ainda que vocês decidam começar do zero, a traição sempre estará pairando e poderá ser lembrada, ainda que de forma inconsciente. O seu parceiro também terá que lidar com as mudanças que essa traição provocará em você. Você não jogará na cara o erro que ele cometeu, porém não será aquela mulher compreensiva, que acredita em tudo o que ele fala. Você estará mais dura, mais desconfiada e ele não poderá reclamar.

 

O que fazer?

 

Como dissemos no texto, pessoas felizes traem, infelizmente, e na maioria das vezes, a culpa não é nossa. Para evitar futuros desentendimentos, converse com o seu parceiro desde o início do relacionamento. É muito melhor abordar essas questões espinhosas antes de uma tempestade atingir o casal. Falar sobre o que nos preocupa, sobre os nossos anseios em uma atmosfera de confiança, pode realmente ajudar um relacionamento. Em vez de apenas criar uma fachada de felicidade, você estará abordando e superando os desafios em seu relacionamento que o fará feliz.

Se você foi traída, reflita se vale a pena perdoar ou não. Se você aceitá-lo de volta, você conseguirá superar a mágoa e o ressentimento? Irá conseguir ser feliz, mesmo a sombra de uma traição? Se a resposta for positiva, ótimo, vá em frente e dê uma nova chance ao seu relacionamento. Agora, se você não pode dizer com certeza que poderá superar, talvez seja melhor se afastar por um tempo ou romper de vez. Muitas traições marcam tão profundamente que só voltamos a ser felizes quando nos afastamos da pessoa que nos enganou. Faça o que for melhor para a sua vida.

 

Sexo à 3 e Swing são formas de traição?

 

Colocar uma terceira pessoa na cama e conhecer uma casa de swing são fantasias que povoam a mente de casais espalhados pelo mundo. Mesmo que não cheguem a ser praticadas, só a ideia já mexe com o imaginário das pessoas que chamamos de liberais. Mas o que tem se discutido por aí é se essas investidas entram na lista do que definimos como traição.

 

Qualquer prática só é considerada traição se fere o ‘contrato’ estabelecido com o parceiro, independentemente do que é considerado adequado para a sociedade.

 

O psicólogo, terapeuta sexual e analista do comportamento João Batista Pedrosa é da mesma opinião e comenta que para uma mulher muito religiosa provavelmente o sexo pelo sexo seja um enorme pecado, pois ela está controlada pelas regras determinadas pelos dogmas religiosos. Já para uma mulher liberal esta ação pode ser algo aceitável.

 

“Caso peguemos a palavra infiel ao pé da letra, qualquer ligação de um dos cônjuges com uma terceira pessoa, com ou sem sexo, mas que aquela pessoa estabeleça uma ligação determinada pela atração física é definido como infidelidade. Porém, como psicólogo, defendo que estes parâmetros são determinados pelos parceiros”. E completa: “Só há limites quando a opinião de uma das partes põe em risco a vida dele ou do outro, podendo causar graves danos físicos e/ou emocionais.”

 

Acordos como “sexo mas sem beijo na boca” ou não repetir parceiro fora da relação podem parecer estranhos para terceiros, mas o que vale mesmo é o que cada casal instituiu na sua relação. Seguindo a mesma linha de raciocínio, acredita-se que práticas como mènage e swing são tipos comportamentais raros, de exceção. Que tal o marido convidar um casal para fazer sexo com a sua mulher e ele ficar só olhando? O marido pode ficar bastante excitado com esta situação e para ele e a mulher é algo aceitável. Mas, provavelmente, para esmagadora maioria dos casais isso ‘não é normal’”.

 

Em certos casos, praticar mènage e swing pode até melhorar a vida a dois. Esse quadro é identificado quando a decisão é tomada em comum acordo e o objetivo é buscar novas experiências ou simplesmente apimentar a relação. Às vezes, essas ações podem devolver a atração física e a excitação perdidas com o desgaste da relação.

 

Fontes: http://www.mulheresbemresolvidas.com.br e http://vilamulher.uol.com.br

 

1 Comentário

  1. Mariana disse:

    Conheci um programa que consigo rastrear celular, eu precisava descobrir algumas coisas sobre meu ex- namorado, consegui ver chamadas, fotos, todos os tipos de conversas e a localização em tempo real, correm lá pra conferir https://www.syncsoft.com.br/spymaster/rastreador-de-celular.html vocês vão amar. Porque eu de fato descobrir tudo o que precisava.

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