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Você conhece a origem da palavra bacanal?

Afinal, como surgiu o termo bacanal?

 

Um bacanal é uma orgia sexual praticada com diversas pessoas. O nome tem origem num antigo ritual pagão em honra ao deus romano Baco, chamado de Dionísio pelos gregos.

 

Dionísio era filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus olimpiano filho de um mortal. É deus dos ciclos vitais, das festas, do vinho e da insânia.

 

Os ritos religiosos dedicados a Dionísio eram conhecidos como os Mistérios Dionisíacos onde era usado o vinho para para induzir transes que erradicavam as inibições. As mulheres que participavam nestes rituais imitavam a conduta das Ménades. Executavam danças frenéticas, extáticas, muitas das vezes em volta da imagem de Dioniso.

 

Essas mulheres, consideradas sacerdotisas, dançavam semi-nuas, vestidas apenas com peles de leão. Durante esses rituais, em que no início apenas as mulheres eram admitidas e com o tempo os homens também puderam participar, o estado de êxtase absoluto conduzia frequentemente a derramamento de sangue, autoflagelação e sexo. Essas mulheres eram conhecidas como bacantes.

 

As bacantes eram mulheres de origem patrícia, escolhidas entre elas as de mais ilibada reputação, pois as práticas da orgia religiosa constituíam não uma imoralidade, mas um acto de comunhão com a divindade.

 

Inicialmente, no culto tradicional, existia uma divisão nas práticas sexuaisorientadas pela divisão social vigente em Roma. Por exemplo: uma mulher da nobreza seguia um ritual bem definido, esfregava o seu corpo num escravo (geralmente alguém exótico para os padrões estéticos romanos) promovendo veementes carícias, praticava a felação com um membro da classe intermédia e por fim a cópula era restrita a alguém de igual posição social.

 

As reuniões eram inicialmente secretas durante três dias do ano, praticadas durante a  noite, num ambiente privado e em que os seus participantes tinham o dever de guardar segredo sobre as práticas a que se entregavam. O mais alto grau da perfeição báquica era considerar que nada era vedado pela moral.

 

Denuncias caluniosas, testamentos falsos, envenenamento, desaparecimento de homens e mulheres eram sempre o saldo das festas orgíacas. Em 186 a.c., o Senado Romano proíbe estas festas, as bacanais, por causarem desordens e escândalos. Estas festas eram as mais importantes na Roma antiga a par das saturnais.

 

Esta proibição implicava para quem a desrespeitasse a pena capital, mas apesar dessa providência, os devotos continuaram a celebrar os ritos de Baco em bacanais mais ou menos clandestinos. De qualquer forma, nunca deixou de existir a festa pública celebrada todos os anos a 16 de março, chamada Liberalia. Liber era também o nome latino de Baco.

 

Resquícios da comemoração chegaram até o Brasil. Ainda no século XIX, em Pernambuco, durante a Páscoa, realizava-se uma festa dedicada a Baco, com banquetes, procissão e cânticos. Em 1869, a Igreja conseguiu a proibição do festejo, argumentando que era inadmissível em um país católico.

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